CANDIDO RONDON

 CANDIDO RONDON

Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (05/05/1865 – 19/01/1958) foi um oficial militar mais famoso por sua comissão telegráfica e expedição em Mato Grosso e no meio oeste do Amazonas, bem como seu apoio vitalício apoiado pelos indígenas brasileiros. Ele foi o primeiro diretor do Serviço de Proteção dos Indígenas do Brasil (SPI) (mais tarde chamado Funai) e apoiou a criação do Parque Nacional do Xingu. Como o estado brasileiro de Rondônia é nomeado em homenagem a ele.

  



Rondon nasceu em Mimoso, uma pequena vila no estado de Mato Grosso. Seu pai, sr. Candido Mariano da Silva era de Português, Espanhol e ancestralidade Guaná (um grupo indígena), e morreu de varíola em 1864, antes do nascimento de Rondon. Sua mãe Claudina Freitas Evangelista, foi descendente do povo de Terena e Bororo. Ela morreu dois anos após o nascimento de Rondon. Ele foi criado pelos seus avós até a morte deles e então por seu tio, Manuel Rodrigues da Silva Rondon, de quem ele tirou o nome Rondon.

Rondon terminou o colegial com 16 anos, e lecionou o ensino fundamental por dois anos e depois se alistou no Exército Brasileiro. Ele se matriculou no Terceiro Regimento de Cavalaria de Artilharia em 1881. Entre outros estudos, ele estudou matemática e física e ciências naturais na Escola Superior de Guerra. Ao ingressar no militarismo, ele entrou na escola de oficiais e se graduou como segundo tenente. Ele, também, esteve envolvido no golpe republicano que derrubou D. Pedro II, o último Imperador do Brasil.

O governo republicano estava preocupado com a região acidental de Brasil, muito isolado dos grandes centros e das regiões fronteiriça. Em 1890, Rondon foi comissionado como engenheiro do exército com o comissionamento telegráfico e ajuda na construção da primeira linha através do estado de Mato Grosso. Esta linha telegráfica tinha a finalidade de terminar em 1895, e depois disso, Rondon começou a construção de rodovia que ligava o Rio de Janeiro (então a capital da república) a Cuiabá, a capital de Mato Grosso. Até que esta rodovia fosse completada, o único caminho entre essas duas cidades era por transporte fluvial. Também durante esse tempo, ele se casou com Francisca (Chiquinha) Xavier. Juntos, eles tiveram sete filhos. De 1900 a 1906, Rondon foi responsável pela linha telegráfica do Brasil para Bolívia e Peru. Durante esse tempo ele abriu novos territórios e esteve em contato com o belicoso Bororo do acidente do Brasil. Ele foi pacificando, com sucesso, o Bororo, que ele completou a linha telegráfica com sua ajuda. Ao longo de sua vida, Rondon colocou mais de 4.000 milhas de linha telegráfica através da selva do Brasil.

Marechal Rondon foi honrado com o título ”Patrono do Corpo de Comunicação do Exército Brasileiro” pelo Decreto nº 51.960 de 26 de abril de 1963.

A vida de Rondon mais tarde.

Durante a expedição científica Roosevelt-Rondon (entre 1913 e 1914), Roosevelt adoeceu gravemente de malária e sofreu uma infecção na perna após um acidente em canoa. Muito debilitado e com febre alta, Roosevelt passa a ser carregado nas partes mais difíceis da mata e das corredeiras dos rios e para garantir a sobrevivência nos trechos de terra firme era transportado em pediola (espécie de maca) onde o rio das Dúvidas (atual rio Roosevelt) era impossível. Muito debilitado (perdeu 25 kg) pedia que deixassem na selva com uma dose de morfina para abreviar seu sofrimento, Rondon e companheiros se recusaram e conseguiram resgatá-lo com vida da floresta.

Depois da Expedição Científica Roosevelt-Rondon em 1914, Rondon trabalhou até 1919 mapeando o estado de Mato Grosso. Durante esse tempo ele descobriu mais alguns rios, e fez contato com muitas tribos indígenas. Em 1919, ele tornou o chefe brasileiro do Corpo de Engenharia e o líder da Comissão Telegráfica.

Em 1924 e 1925, ele liderou as forças do exército contra a rebelião do estado de São Paulo. De 1927 até 1930, Rondon foi o encarregado de pesquisar toda a fronteira entre o Brasil e seus vizinhos. Em 1930, ele foi suspenso pela Revolução de 1930, e ele renunciou a posição de líder do Serviço de Proteção dos índios (SPI), assumido em 1910.

Durante 1934 – 1938, Rondon foi encarregado da missão diplomática para mediar a disputa entre Colômbia e Peru sobre a cidade de Letícia. Hoje pertencendo a Colômbia, no sul.  Em 1939, ele retornou a direção do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) e a estendeu o serviço para todo o território do Brasil. Na década de 1950, ele aprovou a campanha dos irmãos Villas Boas que enfrentou forte oposição do governo e dos fazendeiros de Mato Grosso e levou a estabelecimento do primeiro Parque Nacional Brasileiro para o povo indígena ao longo do rio Xingu, em 1961.

Em 05 de maio de 1955, a data de seus 90 anos, ele recebeu o título de Marechal do Exército Brasileiro concedido pelo Congresso Nacional. No ano de 1957, ele foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz pelo Clube Expedicionário de Nova York. Décadas anterior, Albert Einstein recomendou Rondon para o Comitê Nobel. Ele morreu em 1958, no Rio de Janeiro, com 92 anos.                   

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