CABANAGEM
CABANAGEM
A Cabanagem (1835 – 1840) foi uma revolta popular e movimento pró-separatista que ocorreu na província do Grão-Pará no Império do Brasil (Grão-Pará era constituído pelos estados atuais do Pará e Amazonas além do Amapá, Rio Branco, Porto Velho e parte da América do Sul, conforme o mapa abaixo):
Agora na presidência e comandante do exército da província,
Francisco Vinagre não foi capaz de manter os seus apoiadores fieis. Se não
fosse por intervenção de seu irmão Antônio, ele teria perdido o governo para
controle de Império, na pessoa do Marechal Manuel Jorge Rodrigues, em julho de
1835. Devido este fracasso e o surgimento do comandante de esquadra pelo
almirante inglês Taylor, as forças rebeldes foram destruídos, e se retiram em
direção ao interior. Reorganizaram suas forças, e eles novamente atacaram Belém
em 14 de agosto. Depois de nove dias de
batalha e sofrimento com a morte de Antônio Vinagre, eles retomaram a capital.
Eduardo Angelim assume a Presidência por dez meses, a elite
ficou alarmada pelo controle dos rebeldes sobre a Província do Grão-Pará. A
falta de plano com meios concretos para consolidar o governo rebeldes de novo uma
fraqueza nas fileiras. Em março de 1836, o brigadeiro Francisco José de Souza
Soares de Andrea foi nomeado presidente da província. Sua primeira medida foi o
ataque de novo a capital, o qual foi realizado em abril de 1836, e como
resultado, o grupo rebelde decidiu abandonar a capital em favor da resistência
do interior.
O nome Cabanagem se refere ao tipo da cabana usada pela
população mais pobres, morando ao longo das margens do norte do Brasil,
principalmente, caboclos, escravos livres e indígenas. Seus objetivos eram para
serem mais envolvidos na decisão do governo, buscando o desenvolvimento
econômico do Grão-Pará.
Acredita-se que 30 a 40% da população do Grão-Pará morreram e
que eram em 100.000 pessoas. Em 1833 a Província tinha 119.877 habitantes,
consistindo de 32.751 habitantes de índios americanos (antes dos europeus),
29.977 de negros escravos livres, 42.000 mestiços e uma minoria branca de
15.000, destes talvez metade de portugueses.
O governo central usou os mercenários europeus para combater
a revolta. As forças navais sob o comando de John Pascoe Grenfill bloqueou e
bombardeou Belém, e em 10 de maio Angelim fugiu da capital e foi capturado e
detido. Enquanto isso, o contrário de que Soares Andréia imaginou, a
resistência não teve fim com a detenção de Angelim. Por três anos, os rebeldes
continuaram a resistir do interior da província, mas gradualmente destruídos. O
conflito finalmente terminou quando foi declarada a anistia aos rebeldes em
1839. Em 1840 o último grupo rebelde, sob a liderança de Gonçalo Jorge de
Magalhães, cedeu.
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