CABANAGEM

 CABANAGEM

A Cabanagem (1835 – 1840) foi uma revolta popular e movimento pró-separatista que ocorreu na província do Grão-Pará no Império do Brasil (Grão-Pará era constituído pelos estados atuais do Pará e Amazonas além do Amapá, Rio Branco, Porto Velho e parte da América do Sul, conforme o mapa abaixo):


Na noite de 06 de janeiro de 1835 os rebeldes atacaram e conquistaram Belém, assassinaram o presidente da província Lobo e o comandante do exército e conquistaram uma grande quantidade de munições. Em 07 de janeiro, Malcher foi libertado e escolhido como presidente da província, com Francisco Vinagre como comandante de exército. O governo não durou muito tempo porque Malcher com apoio da classe alta, tentou manter a província unida com o Império Brasileiro. Francisco Vinagre, Eduardo Angelim e outros rebeldes tentaram se separar e a ruptura ocorreu quando Malcher ordenou Angelim seja levado. A rebelião se dividiu em facções e o lado de Francisco Vinagre foi vitorioso. Clemente Malcher foi assassinado e o seu corpo foi arrastado através das ruas de Belém.

Agora na presidência e comandante do exército da província, Francisco Vinagre não foi capaz de manter os seus apoiadores fieis. Se não fosse por intervenção de seu irmão Antônio, ele teria perdido o governo para controle de Império, na pessoa do Marechal Manuel Jorge Rodrigues, em julho de 1835. Devido este fracasso e o surgimento do comandante de esquadra pelo almirante inglês Taylor, as forças rebeldes foram destruídos, e se retiram em direção ao interior. Reorganizaram suas forças, e eles novamente atacaram Belém em 14 de agosto.  Depois de nove dias de batalha e sofrimento com a morte de Antônio Vinagre, eles retomaram a capital.

Eduardo Angelim assume a Presidência por dez meses, a elite ficou alarmada pelo controle dos rebeldes sobre a Província do Grão-Pará. A falta de plano com meios concretos para consolidar o governo rebeldes de novo uma fraqueza nas fileiras. Em março de 1836, o brigadeiro Francisco José de Souza Soares de Andrea foi nomeado presidente da província. Sua primeira medida foi o ataque de novo a capital, o qual foi realizado em abril de 1836, e como resultado, o grupo rebelde decidiu abandonar a capital em favor da resistência do interior.

O nome Cabanagem se refere ao tipo da cabana usada pela população mais pobres, morando ao longo das margens do norte do Brasil, principalmente, caboclos, escravos livres e indígenas. Seus objetivos eram para serem mais envolvidos na decisão do governo, buscando o desenvolvimento econômico do Grão-Pará.

Acredita-se que 30 a 40% da população do Grão-Pará morreram e que eram em 100.000 pessoas. Em 1833 a Província tinha 119.877 habitantes, consistindo de 32.751 habitantes de índios americanos (antes dos europeus), 29.977 de negros escravos livres, 42.000 mestiços e uma minoria branca de 15.000, destes talvez metade de portugueses.

O governo central usou os mercenários europeus para combater a revolta. As forças navais sob o comando de John Pascoe Grenfill bloqueou e bombardeou Belém, e em 10 de maio Angelim fugiu da capital e foi capturado e detido. Enquanto isso, o contrário de que Soares Andréia imaginou, a resistência não teve fim com a detenção de Angelim. Por três anos, os rebeldes continuaram a resistir do interior da província, mas gradualmente destruídos. O conflito finalmente terminou quando foi declarada a anistia aos rebeldes em 1839. Em 1840 o último grupo rebelde, sob a liderança de Gonçalo Jorge de Magalhães, cedeu.

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