MARECHAL DEODORO DA FONSECA
MARECHAL DEODORO DA FONSECA
Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (05/08/1825 – 23/08/1892)
foi um militar e político brasileiro e o fundador da República do Brasil, era
inicialmente um monarquista, e como tal, fez muitos eventos, e já doente e
fraco por falta de ar, permanecia na cama. Levantou da cama, contra a vontade
médica, para comandar o exército contra o Império. Montou em um cavalo menos
fogoso, por estar doente, e deu ordem com voz firme e decidido. Disparou ordens
e organizou as tropas. Encerrou o período da Monarquia, porém, sem declarar até
a sua renúncia, a Proclamação de República em 15/11/1889.
Depois dos eventos da proclamação da República, Deodoro
exausto, caiu na cama e Mariana, sua esposa, postou-se na porta do quarto e não
permitiu que ninguém se aproximasse do General.
Deodoro exerceu o cargo de Presidente Provisório, e
posteriormente, foi eleito pelo Congresso Constituinte como Presidente
Constitucional da República, onde permaneceu até a sua renúncia em 23/11/1891,
governando enfermo, sem força nem paciência para agir. O seu sucessor foi o
Marechal Floriano Peixoto, também alagoano que passou para a história como
Marechal de Ferro.
O marechal Deodoro da Fonseca morreu em 23 de agosto de 1892
e foi enterrado à paisano. Foi um homem pobre, vivendo em alojamentos e
quarteis, mudando frequentemente de cidades, com peito cheio de medalhas. Fez
curso de artilharia na escola Militar do Rio de Janeiro entre 1843 e 1847,
participou de muitas campanhas militares do Império. Foi a Guerra do Paraguai
com 37 anos, onde ficou 6 (seis) anos, e lembrou que passou três noites e três
dias no pantanal, dando combate ao inimigo, com roupa encharcada e água até a
cintura, dirigido na prisão do Visconde de Ouro Preto (Ministro da Guerra do
Império). Seis de seus irmãos lutaram na Guerra do Paraguai. Com 32 anos,
Deodoro era capitão do exército. Em 30/08/1887, recebeu a patente de
Marechal-de-Campo. Foi Vice-Presidente na Província de São Pedro do Rio Grande
do Sul, e no ano seguinte, com a renúncia do presidente, se tornou Presidente
do Rio Grande. Mais tarde, retornou ao Rio de Janeiro. Foi nomeado para o
Comando Militar da Província de Mato Grosso, em 1888, e se exonerou do cargo,
no ano seguinte, devido a nomeação do Ministro Visconde de Ouro Preto, último
gabinete ministerial do Império e encabeçando o Conselho de Ministros.
Deodoro cresceu numa família de militares. Seu pai, Manoel
Mendes da Fonseca Galvão, nasceu em Pernambuco. Após a Independência, em 1822,
foi promovido a alferes, e em seguida, transferido a Alagoas, onde se casou e
tiveram 10 (dez) filhos, sendo oito (8) homens e duas (2) mulheres. Os filhos
se alistaram no Exército. Em 1839, quando Deodoro tinha 12 anos, seu pai era
major. O mais velho dos irmãos, Hermes Ernesto da Fonseca, pai do também Presidente
da República, General Hermes da Fonseca, e chegou ao posto de
Marechal-do-Exército e foi presidente das províncias de Mato Grosso e da Bahia.
Deodoro casou com Mariana Cecília de Souza Meireles
considerada uma mulher educada, religiosa, modesta e talentosa, mas não tiveram
filhos.

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