0 S T E M P L Á R I O S

 

O S   T E M P L A R I O S

 

Os templários tiveram as suas raízes no contesto das Cruzadas.

No século onze (11) dos cristãos, Jerusalém era o centro do mundo, a cidade sagrada que abrigava o túmulo de Cristo e as memórias dos grandes momentos de sua vida. As peregrinações se desenvolveram desde o ano 1.000, mas elas ficaram cada vez mais ameaçadas quando os Turcos  Seljut, islâmicos, invadiram a Ásia Menor. Depois, sucessivamente, Iran, Iraque, a Síria, a Armênia e esmagaram o exército Bizantino, abrindo a rota para Jerusalém.

Então o Papa Urban II, no concílio de Clemont, apelou aos Cavaleiros do Oeste para libertar Jerusalém. Foram oito (8) as Cruzadas, sendo a primeira oficial entre 1095/1099. A mais conhecida foi a terceira Cruzada de 1187/1192, considerada a Cruzada dos Reis, que participaram o Ricardo Coração de Leão da Inglaterra, Felipe II da França e Frederico da Alemanha.  As datas das cruzadas, que terminaram na oitava Cruzada entre 1267 e 1272, estão relacionadas no meu Blog “Jerusalém”.

As Cruzadas aconteceram durante o período de cerca de dois séculos de história, séculos XI a XIII, e também, dos Cavaleiros Templários suprimidos em 22/03/1312 pelo Papa Clement V.

As Cruzadas foram expedições militares e religiosas organizadas pela Igreja Católica que saíram da Europa em direção ao Oriente para resgatar a Cidade SANTA (Jerusalém). Mas, também, teve provocações políticas e econômicas, como a busca de riquezas e novas rotas comerciais.

Os Turcos Seljut não eram Xiitas nem Sunitas. Esta divisão dos muçulmanos surgiu depois da morte de Maomé (farei um parêntese, no final, citando alguns países e suas divisões muçulmanas).

O maior líder dos muçulmanos que dominaram Jerusalém foi Saladino descendente da família Turca sem ser Seljut.

Inicialmente os Templários eram uma tropa chamada de “Pobres Soldados de Jesus Cristo” como religiosos e em miséria, fornecendo segurança rodoviária, escoltando os peregrinos que iam a Jerusalém, especialmente, nos estreitos desfiladeiros entre Caesarea e Haifa ou em lugares emblemáticos da vida de Jesus, tais como, o lago da Jordânia.

No pedido do rei de Jerusalém, Baudoun II, depois do concílio de Troyes, eles constituíram um exército permanente nos reinos Latinos do Oriente Médio, ao lado do Hospitalares de São João de Jerusalém e nos Cavaleiros Teutônicos, e outras duas principais ordens religiosas e militares. Na linha de frente, na sua fortaleza e na Península Ibérica os Templários dividiam as suas vidas entre orações e guerra, em silêncio e austeridade, coragem e disciplina. Na Península Ibérica onde construíram o Castelo de Tomar tiveram uma carreira diferente (descrita no meu blog “Os Templários em Portugal”).

Na retaguarda, dentro de comendas a qual progressivamente estabeleceu na França, na Inglaterra, na Itália, na Alemanha, na Espanha, em Portugal etc. O trabalho dos Templários se desenvolveu em domínio da agricultura e suas atividades em comendas urbanas e comercial. Os lucros eram distribuídos para financiar as campanhas do Leste e para fornecer a seus irmãos, cavalos, armas, cereais, carne seca etc.

Os Templários se dividiam em três grupos: os cavaleiros, serventes dos irmãos (sargentos) e os capelães que eram somente templários para serem sacerdotes. Eles, os Templários, eram reconhecidos por sua cruz vermelha costurados nos seus casacos. Para os Cavaleiros, os casacos eram brancos, para os serventes dos irmãos, eram pretos e marrons.

Em seu início, a ordem dos Templários conheceu uma forte expansão devido a vocação com sua disputa e numerosos donativos que eram concedidas para isso.

Depois da perda de São João d’Acre, a última posse dos Latinos Reinos no Meio-Leste, os Templários estabeleceram a sede em Chipre, para de lá eles tentarem reassentar na Palestina. Mas a iniciativa de Jacques de Molay fracassou, particularmente na Ilha Rouad, em 1302. Jacques de Molay foi 23º Grão-Mestre da Ordem Cavaleiros Templários. Foi o último líder até a dissolução da Ordem, pelo Papa Clement V, no ano de 1312. Jacques de Molay lutou nas Cruzadas contra os mamelucos do Egito (está no meu blog “Jacques de Molay”).

Como parte de seu conflito com o papado desde Bonifácio VIII, o rei da França, na procura de absolutismo, sonhando ser papa em seu reinado, orquestrou uma campanha de calunias contra os Templários. Estes cuja ordem permaneceu muito poderosa, dependendo exclusivamente do pontífice soberano.

O rei da França, na época Felipe IV, estava com uma dívida muito grande com a ordem dos Templários.

O rei Felipe IV, armou sem que o Papa Clement V soubesse, uma cilada aos Templários de Paris usando os policiais e os inquisidores. Felipe IV organizou uma gigantesca operação policial para prender, em prisão, todos os Templários do reino através da confissão e confiscou as suas propriedades em 13/10/1307.

Perturbados, impressionados, brutalizados, ameaçados ou até torturados, a grande maioria dos Templários questionados em Paris, e em particular todos dignitários fez a confissão que os inquisidores esperavam. Eles eram acusados de forçar novos recrutas para cuspir na cruz, forçando-os para beijos obscenos, incitando-os a homossexualidade e adorando o ídolo do Demônio. O aceno de prisões espalhados por todo os reinos da Europa, mas eram somente seguida por confissões onde a tortura foi usada.

Quando na França, na primavera de 1310, eles, os Templários, se reagruparam e denunciaram as condições de suas interrogações e suas prisões para retratar suas confissões, ruidosamente proclamar suas inocências da ordem do Templo, 54 irmãos, como exemplo, foram sentenciados para a pira (fogo) por ter confessado e foram queimados no dia 12/05/1310, em Paris. Os templários então desistiram das resistências.

A ordem do Templo não foi condenada, mas suprimida em 22/03/1312, no concílio de Viena, por Clement V, a quem foi atribuída toda a posse dos Templários da ordem dos Hospitalares de São João de Jerusalém.

Havia duas exceções:

1)    No reino de Valência a nova ordem de Montesa recuperou a propriedade dos Templários e dos Hospitalares

2)    Em Portugal, onde o rei Denis I (1279 – 1325) obteve do Papa, em 1319, a ordem do Templo com homens e posses, e se tornaram a ordem de Cristo, o qual foi criado e colocado sob sua proteção.

Em 1314, o Grão-Mestre Jacques e o comandante de Normandy Geoffroy de Chamay foram queimados em Paris, reivindicando a inocência da ordem do Templo.

Fazendo um parêntese sobre os Cavaleiros Templários, Jerusalém foi dominado pelos muçulmanos até o fim da 2ª Grande Guerra. Como promessa, seguirei. Hoje, os muçulmanos são divididos em Sunitas e Xiitas depois do remoto ano de 632, após a morte do profeta Maomé. A disputa sobre quem seria o sucessor do profeta deu origem a essas duas vertentes do Islã. Hoje, parte do mundo muçulmano se divide em Sunitas e Xiitas. O Sunitas são representados, principalmente, pela Arábia Saudita e Otomanos. O Iran tem cerca de 90% de muçulmanos Xiitas e no Iraque 95% são muçulmanos com 2/3 de Xiitas, mas o país tem sido dominado por dirigentes Sunitas. Há ainda outros países muçulmanos.

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