Vida sde Guilherme de Almeida
VIDA DE GUILHERME DE ALMEIDA
Nasceu em 24/07/1890 na cidade de Campinas-SP.
Filho mais velho do casal:
-Estevão de Andrade Almeida – Advogado e Jurisconsulto, era carioca.
-Ângela de Andrade Almeida – pertence a uma das famílias mais tradicionais de Campinas e amante de poesias.
Guilherme de Almeida, em 1891, foi batizado em Limeira devido a febre amarela que se difundia em Campinas. Assim, a família passou a morar em Limeira, Rio Claro, Araras, sempre se deslocando procurando se afastar da febre amarela.
Guilherme de Almeida estudou em várias cidades, começando em Rio Claro na escola de sua tia Ana de Almeida Barbosa de Campos. Ficou interno no Colégio Feitosa, em Araras. Prestou exame de admissão em 1901 para o colégio Culto das Ciências, de Campinas morando na casa da tia e madrinha Sinharinha.
Em 1902 veio a São Paulo com a família, onde tiveram várias residências e finalmente, se instalaram num amplo sobrado na Rua Fausto Ferraz, 24, no Paraíso.
Na capital paulista Guilherme de Almeida começou a cursar o ginásio no Ginásio São Bento, indo depois para o Colégio Diocesano de São José em Pouso Alegre, em Minas Gerais e, conclui o Ginásio na Nossa Senhora do Carmo, na capital paulista, e onde se bacharelou em Ciências e Letras, em 1907.
Embora a sua mãe ser apreciadora de poesias, Guilherme de Almeida se dedicou a sólida cultura humanística que seu pai era um notável filólogo e lançou sólida cultura humanística que seria os traços de Guilherme.
Guilherme de Almeida teve aulas de Latim, Grego e completou posteriormente estudando a língua francesa, inglesa e alemã. Guilherme de Almeida foi sempre um aluno brilhante. Com 17 (dezessete) anos entrou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco onde seu pai era professor. Na faculdade deu importância maior a poesia em vez dos estudos.
Em 11 de agosto Guilherme de Almeida usou o pseudônimo de Guidal e teve a emoção de ver impresso pela primeira vez a sua poesia “O Eucalyptus” onde deu a fisionomia das cidades da sua infância.
Integrou ao grupo “d’O Pirralho”, seminário irreverente de Oswald de Andrade, e Guilherme de Almeida passou a publicar com sucesso os seus primeiros poemas, e se integrou na sua vida boêmia da cidade.
Guilherme de Almeida formou em 1912 (12/12/1912. Seu pai o queria como advogado, mas ele gostava mesmo era de poesias. Devido a isso seu pau mandou passar suas férias longe de São Paulo. Durante esse exílio de quase dois anos, Guilherme de Almeida morou em Apiaí, e depois, e Mogi Mirim onde exerceu o cargo de promotor interino, e mais tarde retornou a capital paulista tendo como bagagem sonetos.
Guilherme de Almeida durante a 1ª Guerra Mundial se ofereceu ao consulado francês como voluntário para combater a favor da França.
Em 1916, foi publicado seus poemas ao lado dos mais famosos nomes da época, em circulação no Rio e São Paulo. Publicou em parceria de Oswald de Andrade seu colega do colégio São Bento, o volume “Théâtre Brésilien” em duas peças escritas em francês: “Mon Coeur Balance” e “Leur Âme”, escritos na mesa do Café Guarani.
Como o gosto era poesia, publicou com o apoio do seu pai Dr. Estêvão o primeiro livro. A partir de 1927 começou a escrever os seus cinematógrafos para o Estado de São Paulo, embora escrevesse sonetos e, em 1919, lançou o segundo livro “A Dança das Horas” e repetiu o sucesso do primeiro livro “Nós”, em 1917. Foi escrevendo poemas e participando em festivais, no decorrer do tempo com sucessos.
Em 3 de setembro de 1923 casou com sua admiradora Belkiss Barbosa do Amaral, de apelido Baby e subscrevia BBA, nascida no Ceará, filha de Zózimo Barbosa do Amaral e que morava no Rio de Janeiro. Guilherme de Almeida após o casamento passou a morar no Rio de Janeiro, mas não se adaptou por estar longe da família e dos irmãos. Resolveu percorrer vários estados, acompanhado pela esposa, difundindo as ideias da renovação artística e literária e, depois, voltou a São Paulo. Viveu nessa vida agitada e publicou muitos trabalhos por mais de 22 anos.
Em 1928, Guilherme de Almeida foi convidado a ocupar a cadeira 22 de seu pai da Academia Paulista de Letras e, logo em seguida, na vaga deixada por Amadeu Amaral, se inscreveu para a Academia Brasileira de Letras, onde foi eleito em 21 de junho de 1930, aos 40 anos, para ocupar a cadeira 15, cadeira dos poetas que havia pertencido a Gonçalves Dias, Olavo Bilac.
Em 1930, através do cônsul geral do Japão em São Paulo, Kozo Itigê, muito culto, foi convidado a conhecer o Haicai japonês e que o entusiasmou.
Em 1932, Guilherme de Almeida se alistou na Revolução Constitucionalista de São Paulo e foi como soldado raso do Batalhão da Liga em defesa paulista e combateu nos campos de Cunha. No final foi nomeado diretor do jornal das Trincheiras, após que foi preso, e condenado ao exílio em Portugal. Para ele não foi um exílio. Foi com a esposa e conviveu com muitos poetas e teve a sua oportunidade de visitar a Europa.
Regressou ao Brasil em 1933 e continuou a publicar livros e poemas.
Depois de 1948, fundador e diretor do Jornal de São Paulo que foi fechado pela ditadura. Durante a ditadura de Vargas, a produção do poeta Guilherme de Almeida foi quase nula.
Depois da ditadura, Guilherme de Almeida fez uma rápida incursão na política. Foi amigo de Juscelino Kubitscheck e foi convidado para ser o orador oficial na inauguração de Brasília em 1960. Foi autor do Brasão e Legenda e da Bandeira de Brasília.
Guilherme de Almeida conviveu e teve como amigos muitos ilustres personagens da época como: Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Assis Chateubriand, Lasar Segall, Anita Malfatti, entre outros.
Guilherme de Almeida foi distinguido pelo governo de vários países: Portugal, França, Síria, Japão, etc. Recebeu títulos e condecorações, mas tenha sido a expressão mais carinhosa o de Príncipe dos Poetas Brasileiro em 1959.
São seus, o Hino Oficial do Estado de São Paulo (Hino dos Bandeirantes) e a canção da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Foi o primeiro em críticas à cinematografia dos país e mais tarde, também, escreveu sobre Hollywood e chegou a trabalhar nas Companhias Cinematografia de Vera Cruz.
Tradutor de poemas em Português arcaico e da língua francesa.
Em 1954, Guilherme de Almeida foi convidado pelo prefeito Jânio Quadros a presidir A Comissão do IV Centenário da cidade de São Paulo.
Quando Guilherme de Almeida faleceu, foi sepultado no Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 sob o Obelisco do Ibirapuera, onde permanece.

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