Jerusalem
JERUSALEM
Jerusalém está inserida não estado da Palestina.
Jerusalém é uma cidade histórica fundada em torno do ano
3.000 a. C. É uma das mais antigas cidades do mundo e era chamada,
inicialmente, de Jebus.
Os judeus controlaram a cidade até por volta do ano 1.000 a.
C. quando o rei Davi liderou os hebreus e transformou em capital de seu reino,
tomando dos filisteus.
Jerusalém foi e é palco de muitas disputas. Foi berço de três
grandes religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo. Foi doze (12) vezes
destruídas e se tornou a Cidade Santa para os católicos.
O rei Salomão, filho de Davi, construiu o grande Templo de
Jerusalém, em 950 a. C., destinado a guardar a Arca de Aliança que continha as
leis de Moisés recebidas de Deus, no Monte Sinai, e era também símbolo
integrador das 12 tribos de Israel. Esse Templo foi destruído durante a invasão
do Império assírio em 772 a. C. e o povo judeu ficou como escravo nas
cercanias de Mesopotâmia (atual Iraque). Com a queda dos assírios, em 612 a. C foi
permitido aos judeus a construção do segundo Templo que começou a ser
construído no atual Monte dos Templos, que seria concluído durante o reinado de
Heródes. Este ampliou os muros e estabeleceu as ruas. O reinado do rei Herodes foi 37 a 4 a. C.
No século V a. C. com a conquista militar de Alexandre o
Grande, tornou Jerusalém como parte do Império Macedônico.
Em 64 a.C. houve o domínio romano. As tropas romanas de
Pompeu conquistaram a cidade de Jerusalém e a anexou a República de Roma como
Província da Judeia.
No ano 70 d. C. tropas do imperador Tito, de Roma, destruiu o
Segundo Templo e queimou a cidade, para conter a rebelião dos judeus contra a
autoridade de Roma. Nesse incêndio, restou do Templo de Salomão o “Muro das
Lamentações”, lugar sagrado para os judeus. O Imperador Adriano, sucessor de
Tito, expulsou os judeus de Jerusalém, nessa segunda revolta dos judeus.
Após a divisão do Império Romano em Ocidente e Oriente,
Jerusalém ficou no Império Romano do Oriente. No ano 614 os judeus com apoio
das forças Persas, estabeleceu a autonomia judaica.
O governo bizantino expulsou os judeus de Jerusalém, em 625, devido a revolta judaica contra o Império Bizantino, e recuperou o domínio total da cidade em 629. Depois a cidade se tornou uma das cidades mais importante do Império.
Em 326 d. C. foi iniciada a construção do Santo Sepulcro
e concluído em 335. A cidade de Jerusalém ficou liberada para a religião
judaica e cristã até o século XI.
No século VII, os árabes conquistaram Jerusalém, e mudou a
religião da cidade. Foi, acredito, pela influência de Mohammed (Maomé) (570-632
d. C.), inicialmente guerreiro. Os muçulmanos construíram uma mesquita,
iniciada em 685, na rocha onde Maomé ascendeu ao Céu.
Após quatro séculos de domínio muçulmano, e a partir de 1.187
liderado por Saladino, foi quando o Papa Urbano II criou a Primeira Cruzada
para libertar a Terra Santa do domínio muçulmano. Nas disputas pela cidade
entre cristãos e muçulmanos, houve, mais uma vez, a destruição total da cidade,
depois reconstruída. A cidade foi destruída doze vezes.
Houveram nove Cruzadas que serão comentadas na Islamização de
Jerusalém, a seguir.
Durante a Segunda Grande Guerra, o exército britânico baseado
no Egito avançou contra os Otomanos e tomou a cidade de Jerusalém.
Posteriormente, devido as lutas entre britânicos, judeus e árabes, a ONU
declarou, em 1.948, o Estado de Israel e Jerusalém se tornou a capital. A
disputa entre árabes e judeus continua até os dias de hoje.
ISLAMIZAÇÃO DE JERUSALÉM
Foi a luta pela cidade de Jerusalém.
A primeira investida dos muçulmanos em Jerusalém foi em 638
d. C., quando a conquista foi liderada pelo Califado Rashidum sob o comando de
Umar ibn al-Khattab, segundo Califa de Rashidum.
Na Europa sob orientação dos cristãos, durante os séculos XI
a XIII foram criadas nove Cruzadas para libertar Jerusalém do domínio muçulmano
na era medieval.
Formou-se a Primeira Cruzada (1.096 a 1.099) convocada pelo
Papa Urbano II com cavaleiros europeus ricos. Ganhou a batalha em 1.099 e
conquistou Jerusalém.
Formou a Segunda Cruzada proclamada pelo Papa Eugênio III e
liderada pelo monarca Luiz VII da França e Conrado III do Sacro Império (Império
Romano-Germânico). Ocorreu em 1.147 a 1.149 para retomar a cidade de Edessa
criada pela Primeira Cruzada e agora conquistada pelos muçulmanos. A Segunda
Cruzada deixou Jerusalém politicamente mais fraco na região e foi, em grande
parte, um fracasso para a Cruzada e uma grande vitória para os muçulmanos.
A segunda grande investida dos islâmicos ocorreu provocando a
queda do reinado cristão de Jerusalém na batalha de Hattin, em 1.187, ganha por
Saladino que recuperou Jerusalém para os muçulmanos.
Nácer Saladino (1.137-1.193), mais conhecido como Saladino,
foi um chefe militar curdo muçulmano que se tornou sultão do Egito e da Síria e
liderou a oposição islâmica às cruzadas europeias no Levante. No auge de seus
poderes, seu domínio se estendeu pelo Egito, Palestina, Síria, Iraque, Iêmem e
pelo Hejaz (parte oeste da Arábia Saudita onde a cidade mais conhecida é Meca)
banhada pelo Mar Vermelho.
Total das Cruzadas foram nove Cruzadas oficiais e duas extraoficiais,
nos séculos XI a XIII.
Os cristãos continuam fazendo peregrinação na Terra Santa
desde o século IV, quando o cristianismo tornou uma religião lícita. É também
Terra Santa dos judeus e muçulmanos.
A Terceira Cruzada ocorreu de 1.189 a 1.192 e foi convocada
pelo Papa Gregório VIII e liderada por:
- Inglaterra pelo rei Ricardo I (conhecido como Ricardo
Coração de Leão),
- França pelo rei Felipe Augusto e
- Sacro Império pelo imperador Sacro Frederico Barba-Ruiva.
Por ser dirigida por reis, foi chamada de Cruzada dos Reis.
A Terceira Cruzada através de Ricardo Coração de Leão, onde
fez seu nome, realizou um acordo de trégua com Saladino, por três anos, mas
deixou Jerusalém nas mãos dos muçulmanos.
A Quarta Cruzada (1.202 a 1.204) foi incentivada pelo Papa
Inocêncio III. Foi a Cruzada de Venesa e teve como objetivo retomar o comércio
com o Oriente. Resultou no saque e na tomada da cidade de Constantinopla. A
instalação do Império Latino em Contantinopla levou o mundo cristão da época, a
ter três impérios: além do Latino em Constantinopla, o Sacro Império
Romano-Germânico e o Império Bizantino. Foi uma Cruzada da Vergonha, cristão
saqueando cristão.
A Quinta Cruzada (1.217-1.221) foi iniciada pelo Papa
Inocêncio III e teve como líderes:
- André II – rei da Hungria,
- Leopoldo VI – duque da Áustria,
- Jean de Brienne considerado rei de Jerusalém e
- Frederico II do Sacro Império.
Esta Cruzada concentrou suas ações no Norte da África e
Egito. Decidiu que para recuperar Jerusalém, era necessário primeiro conquistar
o Egito. Foi um fracasso.
A Sexta Cruzada (1.227 – 1.229) foi lançado pelo imperador
Frederico II do Sacro Império e pretendia recuperar Jerusalém e reclamar seus
direitos sobre a cidade. Fez um acordo de trégua por 10 anos com os muçulmanos.
Em 1.244, a cidade novamente caiu nas mãos dos muçulmanos
quando os turcos invadiram a Palestina fugindo dos Mongóis.
A Sétima Cruzada (1.248 a 1.250) foi comandada pelo rei
francês Luiz IX com objetivo inicial de alcançar o Egito. O exército da Cruzada
conseguiu vitórias importantes e domínio de alguns territórios. Mas a prisão do
líder francês fez com que tudo se perdesse.
A Oitava Cruzada (1.270). O clima de instabilidade entre os
cristãos no Oriente Médio foi o motivo desta cruzada. Após o ataque no Egito,
as tropas do rei Luiz IX chegaram a Tunísia, onde foram violentamente recebidos
pelas tropas do Sultão Maomé. Luiz IX faleceu vítima da peste ao chegar em
Tunis, Capital da Tunísia, onde pretendia a conversão do sultão de Tunis. Não
chegou a ter confronto com os islâmicos de Jerusalém.
A Nona Cruzada (1.271) foi preparada pelo herdeiro da
Inglaterra Eduardo. Aconteceu alguns meses depois da Oitava Cruzada, daí ser
considerada como parte da Oitava Cruzada. A Nona Cruzada teve algumas vitórias,
mas no final sofreu a derrota cristã. Foi a última Cruzada Oficial. Eduardo
ficou sabendo, na Terra Santa, do falecimento de seu pai, rei Henrique III da
Inglaterra e teve que voltar a Inglaterra, mas antes, conseguiu fazer um acordo
entre os cristãos e muçulmanos. Foi a última expedição militar ao oriente pelos
europeus de contexto religioso na Época Medieval.
Com a eventual queda do restante do estado da Terra Santa em
1.291, os muçulmanos administraram quase ininterrupto por sete séculos. O
domínio da cultura islâmica foi considerado na região durante o estado sunita
fundado em 1.171, pelos curdos liderado por Saladino um oficial de Califado
Fatímida e, também, em seguida pelos mamelucos que eram soldados da milícia
egípcia, constituído de escravos turcos que formaram uma casta militar que
dominou o Egito até 1.798 e do período Otomano (1.453 - 1.922).
Começando no final da era Otomano a demografia de Jerusalém,
tornou cada vez mais multicultural e recuperou a característica na maioria
judaica durante o final do século XIX e início do século XX que não tinha sido
visto desde o período de Roma que terminou a presença de judeus na região.

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