História de Roma
HISTÓRIA DE R O
M A
Rômulo e Remo são dois irmãos gêmeos que, segundo a mitologia
romana, estão diretamente ligados a fundação de Roma. Rômulo foi o fundador da
cidade de Roma e seu primeiro rei.
A fundação de Roma foi conseguida com a união das aldeias
latinas da Região de Lácio que viviam na península Italiana e consideram que
ocorreu no ano de 753 a. C.
Roma teve três tipos de governo.
REINADO DE ROMA
Roma foi monarquia desde a sua fundação.
Os monarcas eram eleitos para toda vida e quem o fazia era o
Senado, que na época era formado por toda a população romana com a idade
militar.
O último monarca romano foi Lucius Tarquinius Superbus
(conhecido por Tarquin de Proud).
Tarquin foi expulso de Roma em 509 a. C.. O motivo foi que
seu filho estuprou uma nobre senhora chamada Lucrécia que se suicidou devido o
estupro. O marido de Lucrécia chamado Lucius Tarquinus Collatinus, juntou com
sobrinho de Tarquin de Proud, Lucius Junius Brutus, forçou com apoio do Senado
e exército de Roma, para exilar o monarca em Etruria. Depois do incidente o
Senado Romano aboliu a realeza. Lucius Junius Brutus e Lucius Tarquinius
Collatinus tornaram-se os primeiros consultores da República de Roma. O rei
tentou retornar ao trono, mas não teve sucesso. Mais tarde, Collatinus apesar
de ter criado a república, foi forçado a abdicar seu ofício e deixou Roma por
ser da mesma família do rei.
REPÚBLICA DE ROMA
A república de Roma foi de muitas guerras de expansão e
defesas destinadas a proteger Roma das cidades vizinhas e nações estabelecidas
em seus territórios na região, como os Sabinos e os Etruscan.
A República de Roma começou com a derrubada do Reinado de
Roma em 509 a. C. e terminou em 27 a. C. com o estabelecimento do Império de
Roma.
O Senado romano na época da república era formado por 300
pessoas representando as mais ricas famílias de Roma e não eram eleitos, eram
nomeados. Durante grande parte da república um oficial eleito chamado SENSOR
nomeava os novos senadores. Mais tarde, na época do império, o imperador
controlou quem poderia se tornar senador. O senado romano foi uma forma de
organizar e dirigir a sociedade, presente tanto na monarquia, como na república
e no império, embora com mais poderes e destaques durante o período republicano.
O cargo era vitalício e destinava-se ao controle da sociedade e a formação de
leis.
A sociedade durante a República era uma cultura mista entre
Latinos e Etruscan sendo visto, especialmente, no Pantheon de Roma. Sua
organização política se desenvolveu como a democracia da Grécia antiga
supervisionado pelo Senado com dois cônsules principais que tinham a visão de
variedade extensiva do executivo, legislativo, judiciário, militar e do poder
religioso. Apesar de pequeno número de família poderosas, estas dominavam as
principais magistraturas.
A República Romana é geralmente considerada como um dos
primeiros exemplos de representação democráticas.
A instituição romana sofreu considerada mudança por toda a
república, adaptando-se as dificuldades enfrentadas, tais como a criação do
pro-magistrados para administração das províncias conquistadas ou a composição
do Senado. Diferente do Pax Romano do Império Romano.
A república era um estado de quase guerras perpétuas por toda
a sua existência. A república, não obstante, demonstrou extrema resiliência e
sempre administrou para superar suas perdas. Depois de Gallic Sack, Roma
conquistou toda a península em um centenário, tornando a república de maior
poder no Mediterrâneo. O maior inimigo era, sem dúvida, Carthage contra o qual
travou três guerras. Mas a repúblicas embora tenha sido derrotada em duas
guerras, recuperou na terceira e ganhou na batalha de Zamain, em 202 a.
C.. Com Carthage derrotado, Roma tornou
o poder dominante do antigo mundo Mediterrâneo. Roma embarcou em uma série de
dificuldades de conquistas, depois notabilizou, derrotando Philip Vand Perseus
da Macedônia, Antiochus III do Império Seleucid, o Lusitano Viriathus, o
Numidian Jagurtha, o Pontie rei Mirthridates VI de Gaul Vercingetorix e a
rainha egípcia Cleópatra.
A República de Roma, muito experiente em crises social e
política, terminou com violentas guerras civis e alcançou degraus crescentes
durante quatro séculos antes de Cristo.
Com as conquistas foi crescendo o número de escravos que trouxeram
enriquecimento a aristocracia, mas arruinou os pequenos proprietários de baixo
poder civil e os trabalhadores urbanos. Para resolver esse problema, várias
reformas sociais foram feitas, conhecidas como: Populares. Tentou passar a lei
agrícola, mas os favoráveis foram assassinados pelos oponentes, chamados de
Optimates (uma facção tradicional romana do Senado) guardião da tradição
aristocráticas.
Os escravos, também causaram três guerras chamadas Servil ou
Guerra dos Escravos. A última delas foi liderada por Spartacus, um hábil gladiador
que devastou a Itália e deixou Roma imponente do ano de 73 até sua derrota em
71 a. C. Nesse contesto, na última década da República foi marcado por ascender
grandes generais que exploravam suas conquistas militares e sublevavam a
situação de Roma para ganhar o controle do sistema político.
Essas múltiplas tensões lideraram uma série de guerras civis.
Em 60 a.C., houve o primeiro triunvirato com a entrada dos militares na
política romana. A primeira tensão travada entre dois generais ocorreu entre Julius
Cesar e Pompeu. Apesar de sua vitória e indicado como ditador para a vida toda,
Cesar foi assassinado em 44 a. C.. Otávio, sobrinho neto, adotado como filho e
herdeiro de Cesar e o Tenente Marco Antônio derrotaram os assassinos Brutus e
Cassius, em 42 a. C.. Depois eles se tornaram inimigos lutando um contra o
outro. No final, a derrota de Marco Antônio ao lado de sua aliada e amante
Cleópatra, na Batalha de Actium em 31 a. C.. Cleópatra (69-30 a. C.) foi a
última rainha do Egito da dinastia dos Ptolomeus que levaram o Egito ao auge de
sua prosperidade e que se consideravam descendentes direto de Alexandre o
Grande de Macedônia.
O Senado concedeu o poder extraordinário a Otávio, como
Augustus, em 27 a. C. e o fez primeiro Imperador de Roma. Este acontecimento
deu fim à República de Romana.
IMPÉRIO ROMANO
O Império de Roma sucedeu a República de Roma em 27 a. C.
Como política, incluiu grandes território por volta do
Mediterrâneo: Europa banhada pelo mar, Norte da África e oeste da Ásia eram administrados
pelos Imperadores. Foi um principado onde a Itália, como metrópole da
província, e a cidade de Roma, como capital, que abrangeu o período de 27 a. C.
a 286 d. C.
Depois das crises militares, o império foi administrado por
múltiplos imperadores que compartilharam a administração do Império de Roma do
Oeste e o Império de Roma do Leste. Roma permaneceu a capital de ambas os
Impérios até 476 d. C. quando a insígnia (poder) imperial foi enviada a
Constantinopla.
O Império Oeste de Roma caiu em poder do bárbaro Odoacro e
subsequente deposição de Flávio Rômulo Augusto (461 – 500) em 476 d.C.. Flávio e
a família foram poupados e receberam permissão para viver.
Adroacro reinou de 476 a 493, seu sucessor foi Teodorico, o
Grande, que o derrotou.
A expressão “bárbaro” surgiu entre os gregos antigos que
chamavam de bárbaro qualquer estrangeiro. A expressão ficou mais conhecida por
volta do século 1 a. C., quando os romanos passaram a chamar de bárbaros todos
os povos nômades ou seminômades do norte da Europa que viviam além das
fronteiras do Império de Roma.
Os dois primeiros centenários, o Império de Roma demonstrou
um período de estabilidade sem precedente e prosperidade e conhecido como a Pax
Romana. Roma alcançou sua maior expansão territorial durante o reinado de
Trajano (98 – 117 d. C.).
Um período de aumento de dificuldade e declínio, começou com
reinado de Commodus (177 – 192). No terceiro centenário do Império sofreu uma
crise que ameaçou sua existência. O império foi reunificado sob Aurélio (270 –
275). No esforço de estabilizar o império, Deoclécio configurou dois diferentes
impérios liderado pelo Leste da Grécia e Oeste Latino, em 286. Mais tarde, teve
uma grande invasão do Germânico e pelos bárbaros de Átila.
A opção da Cristandade como igreja estado de Roma Imperial em
380 d. C. e a queda do Império do rei Germânico de Roma Oeste, marcou o início
da Idade Média.
Depois da queda de Flávio Romulo Augusto em 476 d. C. por
Odoacro o Império de Roma do Oeste finalmente terminou. O Império de Roma do Leste
foi formalmente abolido em 480 d. C.
Em outra mão, o Império de Roma do Leste começou com gradual
helenização e permaneceu como Império Bizantino e sobreviveu por outro milênio
até Constantinopla cair para os turcos Otomanos do sultão Mehmed II em 1.453.
Constantinopla foi a cidade capital durante a Roma/Bizantino
(330 – 1.204), Latino (1.204 – 1.261) durante a ocupação das Cruzadas,
Bizantino (1.261 – 1.453), Otomano (1.453 – 1.922). Após a guerra da Independência
da Turquia, a capital da Turquia passou a Ancara. Em 1.930 Constantinopla foi
denominada Istambul (chamada pelos gregos).
Devido a vasta extensão e longa resistência (tempo) do
Império Romano, as instituições e cultura de Roma tem um profundo e duradoura influência
no desenvolvimento da língua, religião, arte, arquitetura, literatura,
filosofia, leis, forma de governo e muito mais. A língua latina dos romanos
envolveu em linguagens de romances no mundo medieval e moderno, enquanto a
Grécia Medieval tornou a linguagem do Império Romano do Leste.
O Império adotou a Cristandade liderando a formação da
cristandade medieval.
A arte grega-romana teve profundo impacto na Renascença
Italiana. A tradição da arquitetura romana serviu como base romântica,
renascentista e arquitetura neoclássica e, também, teve forte influência na
arquitetura islâmica. A redescoberta da ciência da Grécia e Roma e a tecnologia
na medial europeia liderou o renascimento científico e a revolução científica.
O corpo das leis romanas teve muitos sistemas legais como descendentes, no
mundo de hoje, tais como, o Código Napoleônico, enquanto a instituição
republicana de Roma deixou um duradouro legado, influenciando na Itália do
período medieval, bem como, inicialmente nos Estados Unidos e em outras
repúblicas democráticas modernas.

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